Startup portuguesa investe 1,25 milhões para fabricar janelas em fibra de vidro

As janelas da FWD já estão instaladas em edifícios portugueses e britânicos e, em breve, vão chegar a outros mercados

A FWD, startup portuguesa, decidiu investir 1,250 milhões de euros e tornar-se a primeira empresa europeia a produzir janelas em fibra de vidro. O projeto, que arrancou em 2011, começa agora a dar frutos. As janelas Boavista, marca da FWD, já estão instaladas em edifícios portugueses e britânicos e, em breve, vão chegar a outros mercados, avançou Francisco Pereira Branco, CEO da startup.

A FWD, startup portuguesa, decidiu investir 1,250 milhões de euros e tornar-se a primeira empresa europeia a produzir janelas em fibra de vidro. O projeto, que arrancou em 2011, começa agora a dar frutos. As janelas Boavista, marca da FWD, já estão instaladas em edifícios portugueses e britânicos e, em breve, vão chegar a outros mercados, avançou Francisco Pereira Branco, CEO da startup.

Francisco Pereira Branco e mais quatro empreendedores viram potencial de negócio neste material aplicado a caixilharias e decidiram avançar com o investimento e a criação da empresa. Como sublinhou o gestor, a fibra de vidro é um material com um elevado isolamento térmico e acústico, durabilidade, adaptabilidade mecânica (permite grandes vãos) e uma pegada ecológica reduzida face, por exemplo, ao alumínio. “A produção de caixilhos em fibra de vidro consome três vezes menos energia do que em alumínio”, assegurou.

Em 2016, a startup começa a dar os primeiros passos no mercado comercial, mas só em 2017 é que a FWD as vendas se começam a sentir. Como sublinhou Francisco Pereira Branco, há sempre um intervalo temporal entre a comercialização dos materiais e o início da construção dos edifícios. No ano passado, a empresa faturou um pouco mais de 200 mil euros, com 45% das vendas a serem asseguradas no Reino Unido. Neste país, os caixilhos Boavista foram instalados numa unidade de escritórios em Oxfordshire.

Nos arredores de Londres, está neste momento a ser finalizado um spa de hotel, cujos caixilhos são da marca portuguesa. Este ano, a FWD já assegurou obras para a Bélgica, Alemanha, Suíça e Gibraltar. Com estas encomendas no exterior, a que se somam as nacionais, Francisco Pereira Branco prevê fechar o ano com um milhão de vendas, com a exportação a valer 50%.

No último trimestre do ano, será apresentada uma janela desenvolvida integralmente na empresa, que não tem rasto de metal. No verão, já deverá ter registo de patente para a Europa. Este produto vem juntar-se aos seis modelos de caixilharia que a FWD já produz e comercializa, além dos tamanhos personalizados.

Francisco Pereira Branco tem o negócio bem desenhado. As janelas em fibra de vidro foram pensadas como um produto global. E dá o exemplo da Índia e da Indonésia, países que sofrem chuvas ácidas, e onde a fibra de vidro constitui uma barreira estável a essas águas poluídas. Este material é ideal “para tudo o que está exposto a condições muito extremas”, frisou.

Segundo adiantou, a FWD deverá crescer a bom ritmo até 2022, ano em que atingirá a velocidade cruzeiro. Para já, o plano prevê uma faturação de três milhões em 2019 e a sua duplicação em 2020. O break even operacional será atingido no próximo ano, estima o responsável.

Para acompanhar este processo de crescimento, está já em carteira um segundo ciclo de investimento, desta vez no reforço da unidade fabril, no valor de 250 mil euros. A FWD emprega atualmente 15 pessoas.

Fonte: Dinheiro Vivo

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