Qual tipo de manta é utilizado para fazer moldes?

De jóias à peças náuticas, muitos artefatos viram molde ou são moldados através do uso de manta de fibra de vidro, a qual é utilizada para fazer moldes devido suas propriedades físico-químicas, sendo um material bastante versátil e que oferece soluções desde o artesanato às grandes indústrias. Neste artigo o foco é voltado para trabalhos com artesanato, colaborando na escolha dos materiais necessários, dissecando as etapas do processo de molde de fibra de vidro, molde de gesso para fibra de vidro e de peças de resina para artesanato. É fato que moldes de fibra de vidro são mais complexos de confeccionar que os de silicone, por outro lado, esse tipo de material proporciona uma série de possibilidades para moldes de diferentes formas, extremamente resistentes e bons para pigmentação, que proporcionam a esses produtos qualidade, durabilidade e conceito estético ou identidade visual através de seus contornos e cores que fazem da fibra de vidro uma excelente matéria prima de trabalho.

Dentre os tópicos mencionados, o mais simples e portanto o primeiro a ser abordado diz respeito ao molde de resina para artesanatos. Peças de resina podem ser feitas em moldes plásticos simples, moldes de silicone, utilizando ainda resina; catalisador de resina; monômero de estireno; vaselina mais pigmentos que sejam de gosto pessoal. Tudo isso as tornam boas e fáceis soluções em artesanato, para si, presentear alguém ou venda. Veja os passos:

  1. Untar o molde com desmoldante; podem ser utilizados vaselina, ceras desmoldantes, também há no mercado o desmoldante líquido (PVA) como boas opções.
  2. Diluir monômero de estireno na proporção de 10% da concentração de resina (para 100 mL de resina, 10 mL de monômero) para que a resina fique com um aspecto mais líquido sem destituir-se de suas propriedades, mexendo uniformemente a mistura.
    Observação: É necessário ressaltar que existem variados tipos de resinas, de baixa, média e alta viscosidade, enquanto o monômero por sua vez, contribui para diminuir essa viscosidade, o que torna seu uso opcional e variado, visto que o grau de viscosidade desejável pode mudar pela adaptação pessoal do artesão ou mesmo pela demanda do material que está sendo trabalhado.
  3. Adicionar a pigmentação para dar a tonalidade à resina, se desejado, novamente misturando bem.
  4. Após pigmentar a resina, é necessário que se adicione o catalisador de resina numa proporção média de 1 a 2% (isto é, de 1 a 2 mL de catalisador para 100 mL de resina), lembrando que o catalisador acelera as reações químicas, o que na prática significa que utilizar mais ou menos catalisador vai interferir no tempo de secagem do molde e que o uso de muito catalisador (acelerar demais a secagem) traz o risco de secagem excessiva e trincamentos o rachaduras nos moldes. Importante também sempre misturar muito bem os componentes até que estejam uniformes.
  5. Cumpridas essas fases, basta despejar a resina cuidadosamente no recipiente de moldagem, evitando a formação de bolhas e aguardar o tempo de cura para fazer a desmoldagem.

Observação: sempre manter os moldes de peças limpos, antes e depois do processo de moldagem.

Na sequência eis os materiais e as etapas para fazer moldes com uso de mantas de fibra de vidro.

  1. Limpar bem a base do molde e a peça que se deseja copiar e depois selar as extremidades com papel cartão, papelão, etc. sem esquecer de usar desmoldante em toda superfície.
  2. Espalhar gelcoat com catalisador na peça de maneira bem uniforme, respeitando o tempo de gelificação e aplicando outra camada e mais quantas forem necessárias à peça com que se estiver trabalhando.
  3. Cobrir a peça com a manta de fibra de vidro utilizada para moldes, o que pode ser feito manualmente ou através do auxílio de um picotador de fibra de vidro que facilita na cobertura mais uniforme da peça, facilitando o trabalho e otimizando tempo.
  4. Já com a peça coberta, passar a primeira demão de resina de laminação com catalisador na proporção de 1 a 2% (1 a 2 mL de catalisador de resina para 100 mL de resina) de forma homogênea.
  5. Feito isso, é retomado o processo de cobrir novamente a peça com outra camada de manta e novamente aplicar a demão de resina com catalisador, até que cubra a peça da maneira ideal.
  6. Uma vez que o molde esteja bem reforçado é preciso respeitar novamente o tempo de cura para somente depois finalizar o processo com a desmoldagem da peça.

Observação: é importante o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) visto que a fibra de vidro mesmo em manta e principalmente picotada são cortantes e podem causar acidentes, o que requer atenção reforçada.
Caso o objetivo seja fazer uma cópia em fibra de vidro a partir de um molde de gesso o processo é semelhante ao anterior, porém no caminho inverso:

  1. Aplica-se igualmente o gelcoat com o catalisador, na proporção de 1 a 2%, duas camadas ou mais se necessário; novamente preenchendo bem o espaço do molde.
  2. Depois de o gelcoat gelificar, preenche-se o molde com a manta de fibra de vidro.
  3. É dada a primeira demão de resina de laminação com catalisador na proporção de 1%.
  4. Mais uma vez repete-se o processo de preenchimento com a manta mais a demão de resina com catalisador, até que se atinja a peça na forma e espessura ideais.
  5. Depois da cura e desmoldagem, o processo de acabamento pode ser feito esquentando a peça nas sobras com auxílio de estilete e lixa.

Independentemente do que, se você deseja desenvolver trabalhos com artesanato, é essencial acumular o máximo de informações, saber qual tipo de manta é utilizado para fazer moldes ou como fazer peças de resina para artesanato de um jeito super simples. Trabalhos manuais sempre requerem coordenação, técnica e repetição, contudo faz muita diferença agregar informações sobre os produtos e das lojas, através de suas descrições, blog e tutoriais. No caso do trabalho com moldes de fibra de vidro é ainda mais importante que se ressalte a necessidade de conhecer o material e seu manuseio, que apesar de ser relativamente simples, é material cortante que exige cuidados indispensáveis como uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), tais quais luvas, óculos, ferramentas e roupas adequadas (blusa de manga comprida, sapato fechado,etc.) dependendo o tipo de trabalho a ser realizado com esse tipo de manta utilizada para fazer moldes dos mais e mais variado.

Como citado anteriormente, do artesanato à indústria náutica, a fibra de vidro se apresenta como uma grande-matéria prima no mercado, oportunidade de negócio para quem vende mantas de fibra para moldes, por exemplo, como também para os profissionais e entusiastas do artesanato que podem através da manta de fibra, assim como no molde de peças de resinas, experimentar uma série muito maior de formas, texturas e pigmentações possíveis, utilizando a manta para fazer moldes de fibra de vidro ou para copiar peças em fibra de vidro a partir de outros moldes também feitos com a manta; ou até mesmo como também citado no artigo, moldes de gesso para peças em fibra de vidro.

Fonte: Fibras e Resinas

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